A rede sem fio de comunicação celular é uma idéia simples. Coloca-se várias antenas distribuídas com o intuito de cobrir a maior área possível, a área abrangida pelo sinal de cada antena é chamada de célula. Para evitar interferências, devemos utilizar freqüências distintas em antenas que cobrem áreas “vizinhas”, mas entre essas células, podemos fazer uma reciclagem de freqüências, desde que as mesmas fiquem afastadas.
Na figura abaixo, cada hexágono representa uma área de cobertura de uma antena e os números distinguem as diversas freqüências, “k” é o número total de freqüências distintas que formam um cluster, quando você começa a repetir as freqüências, está montando um outro cluster.
Neste slide do professor Silvio Santana podemos visualizar a evolução das tecnologias para comunicação celular:
Abaixo temos mais uma página do slide do professor Silvio onde visualizamos a evolução das tecnologias:
Atualmente o padrão de sistema celular com maior o numero de usuários é o GSM. É importante enfatizar que a evolução foi feita de tal maneira que aparelhos que utilizam tecnologias novas permaneçam compatíveis com suas tecnologias “ancestrais”, dessa forma, ao locomover-se para uma célula que funcione com uma tecnologia de geração mais antiga o usuário não ficará sem sinal.
As tendências de evolução para as gerações 4 e 5 são:
Aqui vemos os componentes de uma rede 3G. o CCC é a Central de Comutação e Comunicação
O MPLS (MultiProtocol Label Switch) é uma tecnologia para comutação de células (ou pacotes?) baseada em um rótulo que identifica para onde deve ser encaminhada a mensagem, e qual o nível de qualidade deve ser oferecido. O MPLS trabalha entre a camada 2 e 3 do modelo OSI, a camada responsável pelos serviços oferecidos é considerada complexa de se definir, por isso muitas vezes o MPLS é chamada de protocolo de camada 2,5. Quando o MPLS surgiu, já havia tecnologias como Frame-Relay e o ATM, a grande sacada dos desenvolvedores foi não utilizar os tradicionais circuitos virtuais, isso fez com que a comutação ficasse mais parecida com o roteamento de pacotes em uma rede datagrama (TCP/IP). As vantagens são muitas, a começar pela possibilidade de encaminhar os pacotes que irão para caminhos diferentes com o mesmo rótulo, já que o mesmo é inserido entre o cabeçalho IP e o PPP, ATM ou Frame-Relay. Graças a este label encaixado entre os headers dos pacotes, o MPLS é totalmente transparente aos protocolos que rodam acima ou abaixo dele, daí vem o termo “MultiProtocol”.
Como já foi dito, diversos fluxos de dados podem ser agrupados e usar o mesmo label (rótulo), podemos dizer que todos estão sob o mesmo FEC (Forward Equivalence Class). Ao chegarem no último roteador MPLS, os pacotes terão o label removido e seguirão fluxos distintos que serão identificados pelo protocolo que gerou os mesmos (o header de cada protocolo permanece lá). Os rótulo não define somente que caminho os pacotes irão seguir, como também deixam claro para roteadores MPLS, qual a qualidade de serviço deve ser implementada em caso de congestionamento. Este foi outro grande serviço implementado pelos desenvolvedores do protocolo, o QoS (Quality of Service) é muito completo.

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